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| Isaac Newton |
Diferentemente do que gostam de pensar muitos, talvez até por parecer lógico ou inteligente, o tempo humano não é relativo. Essa visão de tempo relativo foi absorvida das idéias da relatividade de Albert Einstein, em que condiciona o espaço ao tempo. A relatividade de Einstein funciona muito bem, em parte, no mundo das grandes escalas (estrelas, planetas, nebulosas), enquanto no mundo das escalas humanas (chamemos assim o mundo ao qual vivemos) funciona bem as famosas Leis de Newton. Não que a relatividade não funcione em escalas humanas, ela apenas nos permite uma precisão que para o funcionamento do nosso mundo terreno, é desprezivel.
Por isso as leis de Newton são amplamente estudadas e disseminadas. Elas funcionam bem nas áreas da engenharia civil, na mecânica de automóveis e até na aviação comercial, porque são matematicamente mais simples e oferecem a precisão necessária que a sociedade precisa nessas escalas. E qual é a visão de Sir Isaac Newton sobre o tempo? Em se tratando do tempo, na visão do físico, pode-se dividi-lo em duas partes: o tempo absoluto e o tempo relativo.
A saber a diferença dos dois:
O tempo para Einstein é fisico e finito; o tempo para Newton não é físico e é ilimitado.
Por isso as leis de Newton são amplamente estudadas e disseminadas. Elas funcionam bem nas áreas da engenharia civil, na mecânica de automóveis e até na aviação comercial, porque são matematicamente mais simples e oferecem a precisão necessária que a sociedade precisa nessas escalas. E qual é a visão de Sir Isaac Newton sobre o tempo? Em se tratando do tempo, na visão do físico, pode-se dividi-lo em duas partes: o tempo absoluto e o tempo relativo.
A saber a diferença dos dois:
O tempo absoluto é verdadeiro e matemático; flui uniformemente sem relação com qualquer coisa externa e é também chamado de duração;
O tempo relativo é aparente e comum; é alguma medida de duração perceptível e externa.
De um jeito ou de outro, de todo modo, queira você usar as visões de Newton ou queira você usar as visões de Einstein sobre o tempo, é aqui em que ambos apertam as mãos: o tempo humano não é relativo.
Vivemos no mundo físico e limitado. Dessa forma, o tempo que circunda no plano em que vivemos é também material e limitado. Quando nos referimos a matéria, estamos abordando coisas palpáveis e talvez por isso tenhamos construído a ideia de ter tempo. Se o tempo é material e limitado, nada mais natural do que pegá-lo para si, guardá-lo numa caixinha (comumente chamada de relógio) e adquirirmos para nós o sentimento de posse.
Você cuida do seu tempo quando você não o gasta com coisas que possam ser consideradas fúteis, inúteis; a lista de futilidades, nesse caso, não pode ser algo considerado relativo. Lembre-se que na relatividade, algumas coisas não são aplicáveis ao plano humano. Não temos tempo para sermos relativos. O tempo é escasso!
Temos uma noção de produtividade muito atrelada a indústria e aproveitar o tempo não pode ser algo industrial; você não consegue pegar seu tempo e transformá-lo em algo comercializável. O tempo é um recurso natural, mas você não pode o encarar como um bem de consumo. Existe sim uma condição comercial na forma como estruturamos nossas vidas e ela diz respeito a usar uma pequena parcela do tempo que você tem para criar insumos; em troca ao tempo de vida "doado" você receberá "vales de sobrevivência". Essas atividades ligadas a sobrevivência tem um cunho diferente a aquelas atividades correspondentes a vivência.
Vivemos no mundo físico e limitado. Dessa forma, o tempo que circunda no plano em que vivemos é também material e limitado. Quando nos referimos a matéria, estamos abordando coisas palpáveis e talvez por isso tenhamos construído a ideia de ter tempo. Se o tempo é material e limitado, nada mais natural do que pegá-lo para si, guardá-lo numa caixinha (comumente chamada de relógio) e adquirirmos para nós o sentimento de posse.
A matéria tempo tem uma particularidade singular: ela é anárquica socialista. Ela não obedece a uma hierarquia de gestão e corre de forma igual para todos. É acessível de forma gratuita e pertence à existência natural de tudo que existe, por isso, podemos afirmar que o tempo é um recurso natural. Como todo recurso natural existente na face da terra, o tempo é finito e, portanto, é escasso.
O tempo não é um sistema capitalista, como muitos de nós gostamos de pensar. Você não compra mais tempo de seu dia, nem empresta um pouco do seu que possa estar sobrando, a outra pessoa que esteja com tempo em falta. Ele é a unidade mais democrática que se tem conhecimento e é tal qual como a água de um rio: nunca é o mesmo, sempre flui para frente, no entanto, tem um fim.
Assim como todo recurso natural, o tempo precisa ser preservado. E assim como todo o sistema de preservação, o aproveitamento do recurso precisa ser controlado, para que se o use da melhor forma. Controlar o que você faz com seu tempo é preservá-lo para que você sempre o tenha; ter tempo, então, passa ser a uma coisa opcional. Você tem tempo quando você cuida dele e (sim!) ter cuidado, sobre qualquer coisa, é uma opção.
E como é que você cuida do seu tempo?
Você cuida do seu tempo quando você não o gasta com coisas que possam ser consideradas fúteis, inúteis; a lista de futilidades, nesse caso, não pode ser algo considerado relativo. Lembre-se que na relatividade, algumas coisas não são aplicáveis ao plano humano. Não temos tempo para sermos relativos. O tempo é escasso!
Você gasta mal o seu tempo, quando por exemplo, você se preocupa com o tempo dos outros. Quando você se empenha em procurar saber o que seu semelhante está fazendo e não busca, você mesmo, a descobrir o que fazer com o seu tempo. Quando você entra em sites de fofoca, pesquisa a vida dos outros em redes sociais, aproveita para destilar ódio nas pessoas, você está desperdiçando o seu tempo. Quando você está preocupado com a sexualidade de determinado indivíduo, preocupado com a cor ou a crença dos outros, isso é desperdício de tempo.
Obviamente que você pode, através de uma busca pessoal, procurar estudar a utilização do tempo por outros indivíduos, mas isso não pode ser modelo único de uso do tempo. Você precisa descobrir, você mesmo, do que você gosta, do que não gosta e empenhar seu tempo em desenvolver habilidades que irá aprimorar seus gostos, em prol de algo que não possa ser considerado uma perda de tempo.
- Está falando em ser "produtivo" o tempo todo?
- Não! Não é isso.
Temos uma noção de produtividade muito atrelada a indústria e aproveitar o tempo não pode ser algo industrial; você não consegue pegar seu tempo e transformá-lo em algo comercializável. O tempo é um recurso natural, mas você não pode o encarar como um bem de consumo. Existe sim uma condição comercial na forma como estruturamos nossas vidas e ela diz respeito a usar uma pequena parcela do tempo que você tem para criar insumos; em troca ao tempo de vida "doado" você receberá "vales de sobrevivência". Essas atividades ligadas a sobrevivência tem um cunho diferente a aquelas atividades correspondentes a vivência.
Sobreviver é aquilo que você faz para conseguir o mínimo necessário para ter uma vida confortável e preservar sua existência, de forma natural e digna.
Viver é usar o tempo que você tem, fora do mundo de sobrevivência, para dar existência a si mesmo.
Desse modo, ligar o tempo a uma necessidade de ser sempre produtivo, de forma indústrial e linear, é ancorar as atividades de sobrevivência às de vivência. É necessário que se tenha clareza, noção e sabedoria para discernir a diferença daquilo que você faz para sobreviver e aquilo que você faz para "aproveitar a vida".
Viver é usar o seu tempo para existir.
Dito isso, aqui cabe uma pergunta: o que você tem feito, com o seu tempo, que esteja contribuindo para dar existência a si mesmo?
Lembre-se que para nós, humanos viventes no plano terrestre, tempo é vida e que vida é um recurso limitado.
Cuide bem do seu tempo! 😉

Esse é um daqueles momentos em que termino de ler e preciso refletir por um bom tempo.
ResponderExcluirBela construção de pensamento.
A gente precisa dar mais valor ao nosso tempo!
ResponderExcluirPreciso pensar como tenho gasto meu tempo!
ResponderExcluirEu também Bruna acho que tenho muito tempo perdido!
ResponderExcluirA palavra TEMPO basta para um(a) bom/boa entendedor(a) olhar pra dentro de si e ver o que tem feito/produzido com o seu TEMPO.
ResponderExcluirExcelente texto! As partes que mais me chamaram atenção, com certeza, foi quando qualificou o tempo como anárquico socialista e quando relaciona o conceito de produtividade a indústria.
ResponderExcluirE falando em indústria, acredito que as pessoas vem mudando a forma de utilização do tempo, observo que o mercado de trabalho vem buscando pessoas que possuem autoconhecimento e outras características que só adquirimos quando investimos tempo olhando para dentro de nós. A minha crítica a isso, só é o motivo que leva o surgimento dessa necessidade.
Me fez lembrar do filme: o preço do amanhã e do minimalismo original (ser ser esse mercadológico que está surgindo) e que sempre é bom reservar um tempo e reorganizar o pensamento de como utilizar o tempo de forma sustentável.
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