15 de maio de 2022

Pessoas inquietas

Todo processo é simples: a primeira coisa que você deve fazer é encontrar um local confrotável; você pode estar deitado ou sentado, mas para inciante da prática, recomenda-se estar sentado. O primeiro exercício que se propõe para quem está começando é prestar atenção na respiração. Ar entra, ar sai... Inspira e expira calmamente, prestando atenção no fluxo que entra e sai do seu corpo enquanto foca no som do ar que agrega em seu pulmões.

Meditar é algo simples, então por que é tão difícil para as pessoas praticar meditação? Vamos TENTAR responder, listando três motivos, que não são únicos, mas que ao meu ver, são os básicos.

A inquietude

Ficar quieto vai contra nossa natureza. O ser humano antes de ser sedentário, era nômade; vagava pelo mundo de um canto para outro em busca de comida e de um local seguro. Esta inquietude era resultado da falta de comida, das intempérie do tempo e muito provavelmente das ameaças de outros predadores (somos predadores?); na presença de qualquer um dos elementos, ou de todos citados anteriormente, o mais rápido a se fazer é ir embora. Ir embora é o que estamos fazendo desde "a era das cavernas".

A coisa começa a mudar depois que, muito possivelmente, as mulheres dominaram e desenvolveram a agricultura. Esta, por sua vez, nos deixou mais territorialista e promoveu nosso senso de comunidade. É por causa da agricultura que criamos as "polis" e diminuimos nossa necessidade de sermos viajantes. Diminuimos, mas não eliminamos. Passamos a conviver mais tempo no mesmo lugar, mas sabe aquela vozinha chata que fica avisando a você que vai dá merda? É seu instinto primitivo que não foi perdido com o decorrer do tempo, e hoje ele fica falando a você que ficar sentado, fazendo "nada", vai dá merda.

O capitalismo 

(sim! vou por culpa no capitalismo).


Existe uma coisa fascinante no modelo econômico que nos governa e com certeza por isso, ele impera (ao menos no Brasil). Nosso modelo econômico é sustentado na ideia de que você sempre precisa de alguma coisa; sempre precisa ou vai precisar. De uma forma geral, a ideia de necessidade é alcançada através de propagandas que são veículadas das mais diversas formas e dos mais diversos meios. O objetivo da propaganda, ao contrário do que muitos podem afirmar, não é vender ou apresentar um produto, e sim, criar em você, novos pensamentos; e como ja disse aqui em outra publicação, pensamentos trazem sentimentos e sentimentos trazem ações. Todo mundo pensa > sente > age.

Sem entrar nos méritos de teorias conspiratórias, tá? Boa parte das coisas que você toma posse são inutéis e a outra boa parte são demasiadas. Boa parte das coisas que você tem e faz, assim o é, por que, de alguma forma te convenceram que, ou isso ou assim era bom. Fora que, se você não tem algo bom agora você poderá ter em breve. Basta se dedicar, economizar, se dedicar (de novo) e voilà: lá está você acordando às 5h da manhã, tomando banho e saindo de casa para vender pedaços de sua vida em troca de vales, que poderá ser trocado a cada 15 dias por coisas que vão além do que você precisa para sobreviver.

Nessa roda você acaba ficando sem tempo, o que é essencialemente irônico, por que tempo não é algo da qual se possa fazer posse. A ideia do "você não tem agora, mas poderá ter no futuro" insere em você duas coisas primorosas: a ideia do tempo e a ideia da perda, mas foquemos no tempo, a perda falarei mais embaixo. Cada minuto que você respira, que não seja dedicado ao rodizio pensa > sente > age, te põe mais longe daquilo que você pode ter, ou daquilo que você poderia ser. Pensar nisso tras uma afliação danada... Introduz em você o conceito de corrida e essa é muito bem aceita pelo corpo porque? Por que mexe com seu estado mais primitivo. Então a ideia aqui é: não fique parado! Não perca tempo! Prossiga!

O Pensamento dicotômico 

Uma das coisas que eu escrevi aqui nesse blog algum tempo atrás foi sobre o pensamento dicotômico. Até hoje é dos textos que mais me trás pessoas novas e está entre as mais lidas (obrigado a todas as 5 ou 6 pessoas que lêem o blog 😁😊).

Resumidamente, desde cedo somos condicionados a pensar que o número dois rege nossas vidas. Talvez não de forma proposital, mas, por consequência daquilo que observamos a nossa volta: vida/morte, claro/escuro, doce/salgado... O pensamento parece lógico e tão natural, que há quem diga que não cabe questionamentos. Mas cabe... (explcação no link mais a cima).

A ideia aqui é entender como a dualidade atrapalha no processo de meditação. A primeira coisa que acomete a paz de espirito quando se tenta meditar é sobre ficar quieto. Imediatamente o seu contrário
vem a tona, quando na verdade, não deveria haver o contrário. Quieto não é o contrário de inquieto. Quieto é só quieto, ou deveria ser uma coisa só, não duas.

De outro modo, ver o mundo de duas formas distintas, tras uma serie de prejuízos que muitas vezes se quer notamos. Se você não é filho de Elon Musk (ou Jeff Bezos) e foi criado por pessoas assalariadas que muitas vezes viu sobrar mês no seu salário, naturalmente você é uma pessoa instruída a procurar um porto seguro, depois de se tornar adulto. 

O medo de se perder, de não ter o que comer ou até mesmo a necessidade de se obter sucesso é algo que está presente na vida de todos os brasileiros (pelo menos se você não for rico). A ideia da perder é assustadoramente real, por fazer partes de nossas vidas desde sempre. Tanto que já entramos na fase adulta com metas a cumprir: conseguir logo uma casa (por que tras segurança), fazer uma reserva financeira (por que tras segurança), calcular sua próxima meta (por que tras segurança). Com essas instruções, saímos correndo ao mundo, dosando nossas ações com a régua da vitória vs derrota. 

Aqui, cada segundo "parado" é perda de tempo; cada minuto quieto, que não é investido na sua capacidade de consumir e juntar coisas inutéis, é perda de tempo; cada coisa não comprada que em pouco tempo virará lixo, é perda de tempo. Virá uma palavra grande agora: é transvalorização dos valores. 

Meditar tras diversos beneficios a saúde. É de graça, ocupa pouco espaço na vida e não é dificil. Só é algo que requer prática e rotina na sua vida. Se você não medita, minha sugestão é que comece lendo sobre. Se você já "tentou" e não conseguiu, tente outra vez. Talvez para você seja algo dificil, por casua de sua programação mental. E não há culpa nisso, é mais uma questão de entendimento. Somos programados a sermos inquietos. Fizeram a gente pensar que a vida é uma corrida e quem não está correndo está perdendo. E isso acaba fazendo sentido por causa de nossa primitividade e pela forma como governamos nossa economia. 

Medite!


Ps.: nesse texto, eu abordo sobre a forma clássica de meditação. Há diversas formas e técnicas. Para quem ta começando, comece pelo básico.

24 de abril de 2022

Crônica: Coração Negro

Eu não sei começar esse texto, nem sei para onde ele vai e nem tão pouco como ele acaba. Na verdade a única coisa que tenho consciência foi de ter acordado um dia e não ter te encontrado. 

Por favor! Não me encare como alguém de coração duro; não queria ser visto como uma pessoa forte e resiliente que aguenta qualquer parada. Na verdade, assim como tem sido com a causa do povo pobre e negro na periferia, eu também não tenho tido muitas escolhas. Viver tem sido uma luta constante e resistir é uma mera questão de sobrevivência. Nunca foi por algo revolucionário. Sempre foi sobrevivência. 

Não tenho opção! É sobrevivência! Meu coração é negro!

Então, não me leve a mal, nem pense que há um requinte de crueldade quando eu digo que não sinto sua falta. Eu acordei aquele dia e a senhora se foi e precisei seguir em frente. E segui, não por ser forte, mas por não ter outra saída.

É verdade que eu queria a essa altura do campeonato ter aprendido contigo a demonstrar amor dizendo "eu te amo!", mas não foi assim que aprendi. Óbvio que tenho boa parte da culpa e procurei mudar, mas o sabe o texto que escrevi sobre o tempo? Era sobre ti e ninguém entendeu... Eu não tive tempo! E é um pouco sobre isso...

Eu gostaria sim de ter podido dizer que te amo em palavras... E tudo bem, não foi assim que a senhora me ensinou...

A real é que nesse momento eu gostaria mesmo de olhar para ti e dizer que ta tudo bem, que sua história não foi em vão, mas por ti, também já discorri sobre o conceito falho de justiça (E sim! mais uma vez era sobre você!) e sei claramente que nada disso vai acontecer. 

A verdade é que nada está bem! A vida em hipótese nenhuma consegue ser justa e raramente encontramos amor de verdade. É mais uma necessidade. As pessoas continuam vivendo sob os mesmo aspectos cometendo os mesmo erros e as vezes é duro perceber que estamos caminhando rumo ao mesmo buraco. 

Nesse sentido mãe, sua partida fez bem... Por amor e entendimento, hoje eu percebo o quanto seria duro para senhora ter que conviver e se adaptar com o mundo atual. Logo a senhora que lutou e se adaptou tanto, não seira justo se dobrar de novo. Eu acho até que a senhora se deu bem, caso contrário hoje estaria compartilhando comigo a dor que carrego. E como dói!

Não é nem pelo fato de não ser entendido; não me incomoda mais que eles não me entendem; já estou acostumado a ter que me explicar em 95% das vezes que falo; dói mais não ser ouvido... Quase sempre tenho a impressão que estou preso em uma bolha com revestimento acústico a prova de som... Sabe a sensação que você está se afogando? Meus dias são assim com as palavras... Se adaptar não tem sido fácil, mas lembra que não tenho outra escolha?

Pois bem! Não tenho escolhas! Então, passei só para avisar que vivo e resisto! Tô por aqui... Com erros e falhas, com meu jeito peculiar, pondo em prática tudo que aprendi contigo, torcendo que a senhora encontre na morte, aquela felicidade que lhe foi ceifada em vida...

Enquanto isso, ainda estou vivo... Sem saber como começar ou acabar...


Mas continuo tentando!

3 de janeiro de 2022

Epitáfio

Já era dia alto quando Will abriu os olhos. Com dor de cabeça, teve a impressão de que poderia dormir por mais dois dias; pensamento fruto da insônia que passara nas últimas noites. Sem saber muito bem o que fazer naquele dia, seus pensamentos ainda viajavam por lembranças que a muito desejava ter esquecido... E isso o faz lembrar de seus planos... 
"Sim, havia um plano! Agora lembro o que fazer..." Pensou ele.

Por alguma razão, como se não tivesse mais tempo a perder, de um salto discreto, Will levanta-se da cama e se direciona ao seu pequeno guarda-roupa. 

"Pequena caixa". 

Reflexivo, recorda que o mundo há muito já não era mais o mesmo e embora presenciasse tempos de progressos, não conseguia entender o motivo pelo qual tantas pessoas ainda se comportavam de forma tão primitiva. 

"Pessoas gritam, gargalham, urram... O que há de errado com o silêncio?!" 

Em meio a baixa qualidade do silêncio, Will percebe, com um suave sorriso nos lábios, com a cabeça levemente inclinada para frente e para baixo, o motivo pelo qual as pessoas ainda são primitivas... 
Ele sabe a resposta... Não entende, mas sabe a resposta. Will descobriu a respota em um dia ensolarado bebendo água de coco.

"Irônico, não?!" 

2 de janeiro de 2022

Filtro Social

Um filtro é um dispositivo que serve para fazer separação de misturas de materiais. Utilizando o componente certo para o elemento correto, pode-se separar quase tudo, independente de ser líquido, sólido ou gasoso. Além do mais, com a técnica correta, consegue-se obter, inclusive, separação de misturas homogêneas. 

Basicamente, um filtro é um elemento poroso - que tem poros ou furos estupidamente pequenos (em escalas microscópias). Esses furos são chamados de micra, devido a sua escala. Um micra corresponde a dividir um milimetro por mil. Para se ter uma ideia, um fio de cabelo tem 75 micras, enquanto um grão de areia possui entre 200 a 500 micras. A micragem de um filtro de água geralmente está entre 5 a 25 micras. Retém bem, né não?

Talvez seja impossível datar, com precisão, o momento exato em que começamos a filtrar os elementos. Nesse aspecto, com certeza, a alquimia tem uma contribuição milenar indiscutível. Provavelmente foram os alquimistas os primeiros a trabalharem com separação de componentes e criarem técnicas de filtragem. Mesmo que assim não seja, o fato é que técnicas de separação estão conosco há milênios e junto com ela, a nossa espécie vive uma dança quase que inconsciente no mundo: misturar e separar; e vice-versa.

26 de novembro de 2021

O texto de Natal

Todos os dias, entre as quatro e as seis horas daquilo que a gente chama de manhã, se você estiver naquilo que a gente chama de local aberto, virando o seu corpo para aquilo que a gente chama de leste, podendo esperar um pouquinho, você poderá contemplar um parto. Aparentemente sem dor e absolutamente sem pressa, irá surgir uma bola quente e brilhante no céu.

-Sim, nobre pensante! Estou falando do que a gente chama de "nascer do dia"; o surgimento do sol.

O fenomeno ocorre de forma espontanea e natural a bilhões de anos, porém, faz pouco tempo, algumas criaturas mamiferas, bípedes, de telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor, decidiram que o evento é algo sagrado. 

Não importa onde você vá, não importa onde esteja; se for dentro da bola gigante que a gente chama de terra, você verá esse fenônemeno acontecer. Isso ocorre por dois motivos: por que a terra é redonda e por que terra gira! (Acredite você ou não, a terra é redonda! E gira!).

Desde os primórdios, quando éramos todos peludos e ainda falávamos "Uga! Uga!", aprendemos a olhar para o leste e admirar o nascer do sol. Talvez isso acontecesse não pela beleza, mas porque, com o nascer de um novo dia, ia-se embora também o risco de ser comido pelos predadores noturnos. Com uma visão deficiente, olfato ruim e uma das piores audições da natureza, nossa espécie fez da luz do dia o seu aliado e talvez por isso, associamos a escuridão as coisas malignas. O dia traz o bem e a noite traz o mal. 

3 de setembro de 2021

Crônica - A Criança

Viver nunca foi algo fácil na cabeça daquela criança. Já cedo, era incompreensível entender a capacidade dos outros infantes de galopar facilmente descalço pelas ruas, enquanto que para ele, a gravidade pesava um pouco mais. 

Ele se via diferente num mundo de iguais, mas não foi isso que ouvira de alguns médicos.

- Como era mesmo aquela palavra estranha? Ahhh... Obeso! Certeza que era obeso do que chamavam. Era uma criança obesa! 

Demorou para entender que obesidade não era sua culpa e custou a penetrar no seu encéfalo, a ideia de uma família pobre ter uma criança gorda no seio do seu lar.

-Como assim Deus? Tá de brincadeira? Como é possível? Acho que foi a primeira vez que questionou Deus!

Ainda assim "não pode esmurecer" - palavras de sua mãe. "Te levanta menino!" "Acorda pra vida!" "Te ajeita!". E a maior lição recebida: "se chegar em casa apanhado, em casa apanha de novo!". E vamos a luta! "Depois da luta, pode brincar."

Brincar era quase impossível. Enquanto as outras crianças se desafiavam fazendo coisas incríveis, incrível para ele era correr! Pouca coisa para alguns, mas para aquela criança a sensação era fantástica; pena que durava pouco...

Ainda assim ele tentava, sob os gritos de sua mãe, ele tentava. Tentava correr, tentava brincar... Tentava tomar jeito. Muitas vezes tentava engolir o choro, principalmente quando não sentia aquela coisa estranha...

-Como era mesmo o nome daquela coisa? Ahhhh... Dor. Estou certo que é dor. 

Era estranho quando não sentia dor. Não pela dor em si, que nem era tão ruim, mas por que, era através da dor que podia ter raros contatos físicos com outras crianças. Descobriu que bater era verbo e dor também.

-Ué?! Dor também é verbo? 

 A pró Rita explicava na sala: "Verbo é ação, então dor também é verbo!". 

-Então é isso. Dor é verbo. Verbo é algo que faz sentido! 

E as crianças agiam. 

-Mesmo assim, o contato era tão bom! Mesmo se vier acompanhado com dor, vale a pena! - o mundo infantil é malévolo.

E assim, sob os gritos de sua mãe e sob os ensinamentos da pró, ia tomando jeito. Um dia, sua mãe ensinou sobre sonhos: "Estudar, para ganhar dinheiro e ajudar sua mãe!". 

Então sonhar era isso? Tem graça não!

E ensinou sobre respeito: "Falte com respeito e eu quebro sua boca!" 

-Mãe tem um jeito estranho de demonstrar amor... Hey mãe, o que é amor?

"Amor é aquilo que dura muito tempo" 

-Mas isso não se chama fome? Não, não... Se mãe diz que amor é tempo, então é tempo! Amor é tempo!

-E o que é o tempo? 

"Tempo é aquilo que passa e a gente não vê".

Demorou um tempo para entender essa parte da vida. Até que um dia, a criança abriu os olhos e pôde perceber que não era mais criança, nem menino: era homem!

-Então era sobre isso que minha mãe me falava?

 Falava também é verbo e verbo tem tempo; hoje, tempo é uma coisa que a criança não tem. Então ela abre os olhos, levanta da cama... Tem que sair. Sair para... 

-Como é mesmo o nome daquele lugar? Trabalho? É... Sair para o trabalho.

A criança, crescida, saiu para o trabalho, sem tempo. Mas não antes de lembrar que sua mãe esqueceu de ensinar uma parte importante da vida: a vida não dura para sempre... 

A criança acordou adulta, sem mãe. E lembrou do dia em que a pró Rita ensinou sobre verbo...


16 de agosto de 2021

O Padre, a fome, o Cristo e Um não Cristão.

Ouvi de algum lugar, ou li em algum lugar, críticas a um padre que levava de comer a quem passava fome. Pessoas dizendo (ou escrevendo) que não conseguiam ver uma boa ação no que o padre fazia. Dos dois lados, cristãos sendo a favor e contra a ação do padre.

Antes de mais nada, gostaria de registrar meu posicionamento em relação ao cristianismo: não sou cristão! Tenho o mínimo de conhecimento em história, mas "sei" que o cristianismo é uma organização política, fundamental conservadora, que para que desse certo, acabou absorvendo e se misturando à outras crenças religiosas. O cristianismo se estruturou de forma muito bem estratégica para manter seus crédulos subservientes, conservando os privilégios de alguns poucos ricos, que  bajulam outros cristãos ricos que estão no poder. 

Raramente se vê pobres cristãos mundando sua classe social. Isso é comum em qualquer organização social/política/econômica; alguns pobres cristãos conseguem romper, a muito custo, a linha da pobreza e são feitos como regra e exemplo de progresso dentro da seita (e não se engane, cristianismo é uma seita), mas esses são excessões, usados e criados para manter a organização viva e funcionando. 

Todavia, esse não é um texto sobre a história da cultura judaico/cristã (e/ou seus "derivados"). Talvez em algum momento mais oportuno, eu volte ao tema nesse blog e consiga me aprofundar mais sobre o assunto. Por ora, esse texto vai falar do padre, líder religioso de uma das (ainda) maiores escolas cristã do Brasil: o catolicismo.

5 de junho de 2021

Instruções de montagem para a vida

Você ja possui todas as ferramentas e materiais necessários para mudar sua vida para melhor. Neste mundo as grandes recompensas de sucesso, riqueza e felicidade são geralmente obtidas, não através de  exercício de poderes especiais, como gênio ou intelecto, mas através do uso dinâmico de meios simples e qualidades comuns de cada um.

Não se engane com a brevidade dessas instruções. Embora contenha poucas palavras, elas foram extraídas de séculos de experiência. Podem ser velhas sementes, mas estão cheias de vida nova.

Primeiro passo: reconheça que você não é uma ovelha que se satisfartá apenas com alguns nacos de capim esturricado nem seguirá o rebanho em suas andanças sem rumo, balindo e choramingando pela vida afora. Afaste-se agora da multidão e controle seu próprio destino. Lembre-se que o que os outros pensam, dizem e fazem não influencia no que você pensa diz e faz. Afaste-se da multidão.

Segundo passo: assim que acordar, encerre-se num compartimento à prova de outros dias, a fim de poder viver somente o dia presente e o trabalho que lhe foi destinado. Ontem desapareceu para sempre e amanhã é apenas um sonho. Não permita que recordações dolorosas do passado ou preocupações inibidoras sobre o amanhã pertubem seu raciocíonio, frustrando os esforços do dia. Livre-se de ambos os fardos: os ontens e os amanhãs. Viva cada dia num compartimento a prova de outros dias. 

17 de fevereiro de 2021

O Valor da Ignorância

O pensamento cientifico é complexo e demorado; exige coleta de informações e analise de dados; pede que haja conclusão e repetição dos resultados; demanda tempo e matéria; cabe contestação; exige provas. A ignorância não! A ignorância é simples e reta, capaz de convergir tudo em uma frase: a ignorância simplifica!

A ignorância simplifica não é uma frase dita por mim. A primeira vez que ouvi foi numa entrevisa do Dr. Drauzio Varela, no programa Roda Viva (no link aos 40 min de entrevista), em 10 de Fevereiro de 2020. Drauzio estava falando sobre as complexidades que envolve as identidades de gênero e como o pensamento "simplório" é prejudicial. Ironicamente, a meu ver, ele conseguiu resumir em uma frase as deficiências históricas da educação de nosso país.

Educação no Brasil sempre foi um grande problema. Isso por que nunca houve de fato um governo em qualquer esfera (municipal, estadual ou federal), em qualquer momento de nossa história, cuja a prioridade fosse educar. Talvez tenhamos tidos alguns ensaios, alguns projetos de governo ou tentativas de melhorar alguma coisa, mas nunca de fato houve um governo ao qual a sua ocupação fosse priorizar a educação. 

A educação deveria ser prioridade por que é através dela que você formenta o novo, quebra paradigmas e expande fronteiras. Ela é capaz de te levar além do que está no horizonte e com isso te torna capaz de perceber aquilo que está além do óbvio. São essas informações que servirá de base para construir conceitos que trará discernimento. A existência do discernimento trará reflexo em outras áreas: saúde, esporte, cultura...

11 de setembro de 2020

Camisa, Paixão e Bandeira

O Sistema Internacional de Unidades, ou simplesmente SI, é um sistema criado na década de 60, na Conferência Geral de Pesos e Medidas em sua décima primeira edição. O objetivo foi o de padronizar as unidades de medida a fim de facilitar a sua utilização e torná-las acessíveis a todos. Convencionalmente, passou a ser usado pela grande maioria dos países do globo, como padrão, facilitando a vida das pessoas que viajam entre países e melhorando a relação comercial entre as nações. 

O mais interessante do SI é que não é um sistemas baseados em "achismos"; há uma ciência por trás de cada unidade; por mais que não seja necessário que uma pessoa saiba o que é um metro, talvez seja impossível viver sem saber quanto vale um metro. O SI também não foi algo que surgiu da noite para o dia; ele é resultado de anos de discussões, concessões e ajustes, até que se chegasse em um ponto que fosse de benefícios da maioria. E é aqui que entra a palavra chave: discussão. 

O SI foi fruto de uma série de discussões no decorrer dos anos e ao que parece, nós não aprendemos a discutir. Estamos quase sempre associando a ideia de discussão ao conceito de confronto e ignoramos completamente as questões que estão em conflito. Desse modo, acabamos nos distanciando do objetivo final de qualquer discussão, que é o de chegar em um ponto comum que beneficie a todos; chegar a um ponto comum deveria ser o grande X da questão. 

Ponto comum é aquele ponto de interseção; o local onde todos se encontram; onde há um consenso. Engloba dizer, então, que é sobre a grande maioria e não somente a classe que você pertence.
Mas, espera lá: a que classe você pertence?

25 de junho de 2020

Sobre Justiça e o sentido da vida


Existe o conceito de justiça, mas ela em si não existe. 
Justiça é um conceito abstrato que se refere a um estado ideal de interação social em que há um equilíbrio, que por si só, deve ser razoável e imparcial entre os interesses, riquezas e oportunidades entre as pessoas envolvidas em determinado grupo social.  

A ideia de justiça engloba reparação, equilibrio, imparcialidade; uma situação em que uma parte prejudicada terá seu prejuízo reparado de alguma forma, de tal modo, que a injustiça ocorrida, seja neutralizada. Talvez o sentimento de justiça possa existir; a justiça em si, não.


Fácil perceber isso... Existe uma premissa básica na vida: o tempo não volta. Como o tempo não volta, as coisas que acontecem no decorrer do tempo também são imutáveis e desse modo, a vida não volta. Só existe uma linha do tempo acontecendo e até que a física quântica prove ao contrário, essa linha nos puxa para frente.

Do mesmo modo, não existe presente. Nós somos apresentado a uma falsa noção de presente por que ele existe em modo verbal, mas no plano material, ele está longe de existir e isso também é algo simples de entender...

De forma básica, você só enxerga aquilo que reflete luz; um corpo que absorve 100% da luz que incide nele, é um corpo que você não conseguirá ver. Tudo que você está enxergando nesse exato momento é luz refletida; embora a luz seja muito rápida (300 mil quilometro por segundo no vácuo) ainda assim, ela não consegue ser rápida o suficiente para que você enxergue no momento presente. Logo, você está vendo sempre o seu passado.

18 de maio de 2020

Manifesto sobre o tempo

Isaac Newton
O tempo humano é escasso!

Diferentemente do que gostam de pensar muitos, talvez até por parecer lógico ou inteligente, o tempo humano não é relativo. Essa visão de tempo relativo foi absorvida das idéias da relatividade de Albert Einstein, em que condiciona o espaço ao tempo. A relatividade de Einstein funciona muito bem, em parte, no mundo das grandes escalas (estrelas, planetas, nebulosas), enquanto no mundo das escalas humanas (chamemos assim o mundo ao qual vivemos) funciona bem as famosas Leis de Newton. Não que a relatividade não funcione em escalas humanas, ela apenas nos permite uma precisão que para o funcionamento do nosso mundo terreno, é desprezivel.

Por isso as leis de Newton são amplamente estudadas e disseminadas. Elas funcionam bem nas áreas da engenharia civil, na mecânica de automóveis e até na aviação comercial, porque são matematicamente mais simples e oferecem a precisão necessária que a sociedade precisa nessas escalas. E qual é a visão de Sir Isaac Newton sobre o tempo? Em se tratando do tempo, na visão do físico, pode-se dividi-lo em duas partes: o tempo absoluto e o tempo relativo.
A saber a diferença dos dois:

O tempo absoluto é verdadeiro e matemático; flui uniformemente sem relação com qualquer coisa externa e é também chamado de duração; 
O tempo relativo é aparente e comum; é alguma medida de duração perceptível e externa.

O tempo para Einstein é fisico e finito; o tempo para Newton não é físico e é ilimitado.

De um jeito ou de outro, de todo modo, queira você usar as visões de Newton ou queira você usar as visões de Einstein sobre o tempo, é aqui em que ambos apertam as mãos: o tempo humano não é relativo.

4 de março de 2020

O grande kernel humano!


Um computador é uma máquina de calcular. Ele tem como objetivo primário "acelerar os processos que o ser humano já realiza". Ao contrário do que pode pensar alguns, um computador não é uma máquina inteligente. Ele pode sim, resolver problemas das mais variadas espécies, mas para tal ainda se faz necessário que à máquina seja introduzida a um programa e esse programa à um problema e somente depois disso ele nos dará uma solução. Sem isso, um computador é apenas sucata (pelo menos até o momento em que escrevo a informática ainda está assim). 

Para que um computador possa funcionar, ele necessita de algum tipo básico de programação. Um programa de computador é uma série de linhas de instruções, uma espécie de receita, que em informática é rotulada de algoritmos, que descreve o passo a passo de como uma tarefa deve ser executada. Essa é a definição mais simplória de um programa de computador: uma receita de como determinada atividade deve ser executada. Como é uma receita para computador, naturalmente, a linguagem em que será produzida estará em um "idioma" que a máquina "entenda". Linguagem de programação é isso: um idioma entendido e interpretado por máquinas. 

O grande "X" da questão aqui está no fato de que com tudo isso, você consegue programar um computador para realizar PRATICAMENTE qualquer coisa. Sabendo a linguagem adequada e construindo a receita correta, não existirá tarefas que não poderá ser executada por um computador. Tudo, PRATICAMENTE tudo é possível!

E é aqui que o milagre acontece...

29 de janeiro de 2020

Crônica: Luz e sombra

Num canto encostado, numa sala esquecida, um velho empoeirado dormia.
Já não havia brilho em sua alma e nem paz em seu espirito, ou nenhum sentimento de esperança. Ou qualquer sentimento de qualquer coisa...

Seus ombros curvados e sua cabeça calva, inclinada, denunciava sob seu corpo o peso do tempo e sob sua mente a experiência de uma vida, que agora jaz vazia.
Em seus sonhos não realizados, uma certeza: as coisas não mudam, as coisas só envelhecem!

O velho já não defendia mais a vida, como defendia antes; também já não se importava mais com as lutas, como se importava antes... O cansaço venceu, a matéria perdeu e aquela promessa de que não ficaria pedra sobre pedra, ainda mantém as pedras no lugar...



Maiêutica Socrática

O ser humano, pelo que consta a ciência, é um primata onívoro, bípede, de telencéfalo altamente desenvolvido e com polegar opositor que o distingue de outros mamíferos como as baleias, ou de outros bípedes, como as galinhas.

O telencéfalo desenvolvido é uma graça a parte; ele permitiu a espécie humana a criação de símbolos, associar esses símbolos a fonemas e assim construir palavras e desenvolver a fala; tudo isso possibilitou nossa especie a criar, armazenar, processar, relacionar e entender os mais diversos tipos de informações. O telencéfalo altamente desenvolvido, associado a capacidade de fazer pinça com os dedos nos possibilitou a criação de ferramentas incríveis.

Mas tudo que é incrível, ou crível na face da terra, o é sob nossos olhos; olhos humanos. Leões, ratos e elefantes não creem; a habilidade de pensar (e pinçar), diz respeito a especie humana. Isso deu a nossa especie a capacidade de modificar o meio de tal forma, que nunca antes na história, houve uma especie com tamanha habilidade de mudar o globo. De fato, as tamanhas transformações que estamos fazendo no planeta é tão grande, que tão logo chegamos a existir, tão logo partiremos.

25 de novembro de 2019

Amizades "À La Carte"


Eu saí do twitter - assim como havia saído do Facebook, assim como nunca tive Instagram, assim como daqui uns dias devo abandonar o WhatsApp. Não estou travando uma guerra particular contra as redes sociais; eu até ainda posso ser encontrado em outras redes... Ainda posso ser encontrado no Anygram, ainda mantenho o WhatsApp (mesmo pensando em abandona-lo); posso ser encontrado no Skoob, e-mail, celular; estou disponível para um bate papo numa praça. Eu estou aqui!


Então saiu por charminho? Navegando numa onda diferentona para nutrir um sentimento de exclusividade? Não! Não é isso... Eu saí por três motivos, aos quais eu explico agora...

Primeiro motivo:

As pessoas não saem mais uma com as outras. Elas acham que uma mensagem no WhatsApp, uma curtida no Facebook ou um comentário no Insta, já é o suficiente para suprir presença física. Pior que isso: as pessoas se deixaram ser convencidas de que o mundo ta mais violento, ou que elas são super ocupadas, ou que elas tem um super controle financeiro que as impedem de sair por que isso é um gasto. Tem deixado de dar caminhadas, tem deixado de marcar encontros; algumas pessoas são medidas pelo tamanho da agenda.

"Deixei de ir aí por que estou sem tempo!"
 "Você mora longe!"
 "Não vou aí por que não tenho carro".

23 de setembro de 2019

Dedo em riste

Vivemos um momento bastante curioso de nossa história; todos estão emitindo opiniões ao mesmo tempo, sobre os mais diversos assuntos, mas estão esquecendo de um fundamento básico da comunicação: a recepção.

A informática nos ensina que para que haja comunicação entre dois computadores é necessário que duas regras básicas sejam obedecidas: você precisa enviar e receber a informação. Se uma dessas duas premissas são quebradas, não há de forma alguma conectividade e como consequência, entende-se que a comunicação foi interrompida ou não estabelecida. Além do mais, para que uma comunicação ocorra, quem envia um pacote de dados (informação), exige como resposta a confirmação de que o pacote foi recebido adequadamente; essa é uma das maravilhas do protocolo TCP/IP da qual é sustentada a internet nos tempos atuais.


A interação onde haja envios e recebimentos de informação entre duas ou mais partes, chamamos de rede. No caso a cima, temos uma rede de computador... Quando há uma conexão entre duas ou mais pessoas na qual haja uma troca de informação, temos uma rede social.


A ideia de uma rede social, é que haja trocas de informações entre dois ou mais individuos a fim de estabelecer uma conectividade. Não é algo novo nem moderno, mas foi potencializada com a criação da internet lá nos anos 70/80 nos EUA e depois com a expansão da mesma, para o mundo, nos anos 90/2000. A internet permitiu que nossas redes sociais não se limitassem apenas as pessoas que estão do nosso lado; a premissa básica, desse pensamento, é que descobrindo o que pensa outras pessoas de outras partes do globo, poderíamos estourar essa bolha ao qual cada um vive e construiriamos um mundo melhor. Mas, infelizmente, não é o que acontece...

25 de julho de 2019

O lado bom das coisas!

Imagem do filme Matrix, de 1999,
do personagem
Cypher, que afirmou a frase ao qual
eu inicio esse post
"A ignorância é uma benção" (Irmãs Wachowski - Matrix, 1999); é somente através dela que nossa constituição social tem dado "certo" (ao menos no Brasil). Melhor que isso (ou pior que isso), é através do processo de deixar nosso povo na ignorância que temos feito politica, defendido projetos e construindo um futuro que mais parece um regresso.

Foi de M.S. Cortella, a primeira vez que ouvi que "vivemos em um país onde existem muitos projetos de governo e nenhum projeto de nação". A ideia de nação é bastante curiosa; ela envolve agrupamento estável, língua, vontade de grupo e aspirações.

ASPIRAÇÕES! O que o nosso país deseja ser nos próximos futuros?

Questionar é o papel da filosofia; questionar é também o primeiro passo para sair da ignorância. É talvez, por falta de questionamentos e cansaço na busca por respostas que entregamos aquilo que desejamos
"Ainda não temos um
projeto de nação"
Mario S. Cortella
de nosso futuro nas mãos do que chamamos de governo. Acreditamos que cabe a ele ditar as regras e esquecemos que na verdade, quem está a frente da gestão de nosso país trabalha para nós, contribuintes, governados, colaboradores da pátria.

A ignorância somado ao cansaço, tem nos mantidos unidos (em alguns casos, separados) ou quando não, tem tomado o nosso tempo. Isso impossibilita de irmos fundo nas questões que inúmeras vezes estão até a nosso favor, mas que por consequência da falta de conhecimento somos induzidos em pensarmos contra. Ela traz, também, um efeito colateral no minimo infeliz: a ideia de pensar pelo lado positivo.

Pensar pelo lado positivo é muito triste, por que nos traz uma falsa sensação de contentamento. A ideia de que tudo tem um lado positivo, traz o equivoco de acreditar que isso é um pensamento ponderado e a ideia de ponderamento está associada ao equilíbrio. Pois bem! Nem ponderar é equilibrar e nem equilíbrio faz bem!

27 de junho de 2019

Não dê Conselhos!

Todas as grandes decisões que tomamos na vida ocorre quase sempre sob forte pressão social e está atrelada a natureza econômica ou saúde. Ninguém em condição equilibrada, ou seja, inerte (pois equilíbrio é pura inércia) demanda sede de mudança. A vontade de mudar, causada por alguma pressão, vem sempre de alguma insatisfação e age sempre no âmbito do pensamento, deriva em algum sentimento e migra para alguma ação.

Pensamento gera sentimento e sentimento gera ação.

A equação é bem simples e independe das regras que governam nossas vidas: se você controla seus pensamentos, você controla seus sentimentos; se você controla seus sentimentos, você controla suas ações.

Aquilo que impera nos laços que decidimos manter enquanto estamos vivos, as chantagens emocionais, determina exatamente como será nosso comportamento perante ao circulo social. A chantagem emocional existe em vários níveis em qualquer relacionamento, do amistoso ao conjugal; quando um amigo seu diz, por exemplo, que está com saudade de te ver, é um uso indireto do recurso, uma forma de tentar nutrir um sentimento em você, que nasceu nele de uma lembrança e junto com ela um desejo de que o outro lado também o sinta.

17 de junho de 2019

Vida em Sociedade

Albert Einstein
A teoria da Relatividade afirma que o tempo não é igual para todos, podendo variar de acordo com a gravidade, velocidade e o espaço. Toda a teoria em si, que não muito em breve deve virar lei, é um conjunto de estudos, teorias e regras criada por Albert Einstein no inicio do seculo 20 e modificou toda a forma de (a física) encarar o mundo.

A ideia de um espaço-tempo relativo é tão genial como revolucionária. Ela é abrangente e apaixonante; lógica e intuitiva; tanto que mesmo aqueles que não conhecem a teoria já a usou como argumento, em algum momento de sua vida (mesmo que da forma errada).


A teoria da Relatividade é tão genial que abre precedentes
Um governo deve ser amado ou temido
Não podendo ser amado
Que seja temido!
para um mundo fora da física... Quando Einstein prova que a física pode ser relativa, parece ser inteligente argumentar: se até a matemática é relativa, por que minha vida em sociedade não pode ser? Por que minha opinião não pode ser relativa? Qual o problema d'eu ficar no meio termo?

Aqui é onde mora o problema.

A natureza da vida em sociedade não é relativa, principalmente, por que a natureza da vida politica não é. Democracia não nasce em moldes relativos e uma das bases da politica é bem concisa no que diz respeito a governabilidade: um governo deve ser amado ou temido, é muito mais seguro - quando uma delas tiver que faltar - ser temido do que amado. (Nicolo Maquiavel, em 'O Príncipe')